15 de fevereiro de 2018

Fisioterapia na condromalácea patelar

A condromalacea patelar é também conhecida como síndrome da dor femoropatelar ou mais conhecida como “dor anterior no joelho”.

O joelho é a maior articulação do corpo humano, composto pelos ossos fêmur, tíbia, fíbula e patela, acoplados por estruturas de suporte e estabilização que são: ligamentos, cápsula articular, meniscos e músculos. Esta articulação é composta por estruturas estáticas e dinâmicas (estabilizadoras) que são submetidas a constantes impactos nas atividades diárias. A patela é um osso de formato ligeiramente triangular, que fica na região da frente do joelho. Ela encaixa na porção final do fêmur (tróclea do fêmur), formando assim a articulação femoropatelar.

A condromalacea patelar é também conhecida como síndrome da dor femoropatelar ou mais conhecida como “dor anterior no joelho”.  É caracterizada pela degeneração da cartilagem que se encontra na patela.
É uma condição bastante comum em indivíduos jovens, podendo acometer até 40% dessa população, sobretudo o sexo feminino. A maioria dessas pessoas que apresentam alteração na cartilagem articular não procuram tratamento, porque muitas dessas degenerações não são progressivas e permanecem assintomáticas.

Os fatores psicossociais podem contribuir para a incapacidade de retornar aos níveis de atividade antes dos sintomas. O medo do movimento e de lesionar de novo interfere negativamente no desempenho do joelho. Alguns estudos mostram que os pacientes que não retornaram ao nível de atividade anterior, tiveram mais medo de se movimentar, o que foi correlacionado com baixa qualidade de vida.

A reabilitação atua na melhora da qualidade de vida dos pacientes com esta disfunção. A fisioterapia atua para melhorar os aspectos físicos, tais como: mobilidade, força e resistência muscular, estabilidade e coordenação.

É através do bom entendimento da biomecânica desta disfunção que é possível elaborar uma conduta que englobe objetivos fundamentais, como a diminuição da dor, retorno a rotina da vida diária e melhora da função do joelho.

Alguns estudos mostram que ocorre déficit de força no quadríceps após lesões intra-articulares e cirurgias, e este quadro pode persistir por meses. Normalmente são usados métodos para facilitar a contração deste músculo, como a estimulação elétrica neuromuscular, assim como exercícios resistidos, usados de forma progressiva e gradual, que permitam adaptação das fibras musculares, sendo os exercícios funcionais.

Thiago Massucatti Salles
FISIOTERAPEUTA CREFITO-15 n. 80798-F

Fonte: Knee pain and Mobility Impairments: Meniscal and Articular Cartilage Lesions-JOSPT(2018)